A Boa Notícia do Ano!

Otto Guerra

30 de junho às 20:26  · No meio da quarentena, ciclone e frente fria, recebo a notícia de que sou o mais novo membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. O Oscar, aquele eheheheh Só me resta beber. Tim-tim!https://www.oscars.org/news/academy-invites-819-membership

Robert Redford

Faz hoje 75 anos: de galã a ícone dos independentes

Fundador do Festival de Sundance, ator ganhou Oscar Honorário por contribuição ao cinema

Foto: Getty ImagesAmpliar

Redford: o último galã clássico de Hollywood

Robert Redford, ícone de toda uma geração, ator de um estilo cinematográfico praticamente extinto, completa nesta quinta-feira (18) 75 anos como o último galã clássico de Hollywood. E mesmo assim, ele conseguiu se reinventar como diretor e presidente do Festival Sundance.

Intérprete de Sundance Kid, Johnny Hooker, Henry Brubaker e outros personagens marcantes, ele está mais maduro e assumiu a idade. No entanto, seu espírito continua transbordando talento e para o próximo ano prepara seu nono filme como diretor.

Trata-se de “The Company You Keep”,protagonizado por Shia LaBeouf, Susan Sarandon, Nick Nolte e ele mesmo, que novamente apostará no estilo reflexivo e pessoal que gerou resultados tão bons como “Nada é para Sempre” (1992) e “O Encantador de Cavalos” (1998).

Redford ganhou dois Oscar, o de melhor diretor por “Gente Como a Gente ” (1980) e o Oscar Honorário em 2002 por seu trabalho a favor do desenvolvimento do cinema. Essa estatueta levava inscrita a seguinte frase: “Ator, diretor, produtor, fundador do Sundance, inspiração dos produtores independentes e inovadores de todo o mundo”. Foi indicado em mais três ocasiões: melhor ator por “Golpe de Mestre” (1973), melhor diretor e melhor filme por “Quiz Show – A Verdade dos Bastidores” (1994) que também produziu.

O ator sempre foi sinônimo de liberdade e paixão pela natureza. Daí surgiu a ideia de fundir os conceitos dentro de um evento que criasse oportunidades para os novos cineastas. Assim nasceu o Festival de Sundance, o mais importante do mundo dedicado ao cinema independente. A primeira edição aconteceu em 1983 e pouco depois se transformou no berço de talentos de nomes como Quentin Tarantino, os irmãos Coen, Paul Thomas Anderson e Steven Soderbergh.

Documentário indicado ao Oscar é 70% brasileiro, diz Meirelles

Cineasta comenta a polêmica de “Lixo Extraordinário” e brinca com divisão da estatueta entre britânicos e brasileiros

Guss de Lucca, iG São Paulo | 01/02/2011 13:58
 

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Fernando Meirelles fala sobre a estatueta do Oscar 2011: “Pensei em serrá-la ao meio”

Celebrado como o único representante brasileiro após o anúncio de indicados do Oscar 2011, o documentário “Lixo Extraordinário”, uma coprodução entre Brasil (através da O2 Filmes, de Fernando Meirelles) e Inglaterra, virou polêmica ao ter apenas sua parte britânica reconhecida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

Seguindo as regras da premiação, que permite que apenas duas pessoas sejam indicadas na categoria em questão, a Academia escolheu a diretora Lucy Walker e o produtor Angus Aynsley, ambos britânicos, para receber a possível estatueta de melhor documentário – deixando de fora da festa o produtor executivo Fernando Meirelles e os codiretores Karen Harley e João Jardim.

Gravado no Brasil, “Lixo Extraordinário” aborda o trabalho do artista plástico Vik Muniz com os catadores de lixo de Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro. Apesar de concebido pelo produtor inglês, o longa-metragem teve sua maior parte filmada, dirigida e produzida por brasileiros.

“Na minha conta o filme é uns 70% brasileiro, já que foi financiado 50% pelo Brasil e ainda rodado e montado aqui. Oficialmente é uma coprodução Brasil/Reino Unido”, explica Fernando Meirelles.

De acordo com o cineasta, a O2 Filmes foi responsável pela captação de metade do financiamento do documentário, além de montar a equipe de brasileiros, fazer os contratos e produzir todas as filmagens – exceto as cenas rodadas na Inglaterra, que correspondem a 10% do filme. “Ainda chamamos os dois diretores brasileiros que trabalharam por seis meses por conta própria e montamos a primeira versão do filme aqui. Enfim. A O2 produziu o documentário”, afirmou, deixando claro que a contribuição do parceiro inglês foi também fundamental. “Foi dele a ideia de fazer o filme e foi ele quem colocou o barco em movimento.”

Questionado quanto a uma possível vitória da produção na cerimônia do Oscar, Meirelles sugeriu uma divisão curiosa da estatueta. “Pensei em serrá-la ao meio, a dúvida é quem fica com a parte de baixo. Talvez nós, os brasileiros, que somos menos racionais. Outra ideia seria serrá-la separando o lado esquerdo do direito – neste caso preferia ficar com o esquerdo, mais intuitivo. Se não me engano, quando se ganha o Oscar é possível pagar 12 mil dólares por uma réplica. Meio caro, não sei se vale.”

A 83ª edição do Oscar acontece no dia 27 de fevereiro, domingo, no Kodak Theatre, em Los Angeles, e será transmitida ao vivo para mais de 200 países.

Assista ao trailer de “Lixo Extraordinário”:


“Lixo Extraordinário” !

Documentário sobre Vik Muniz é indicado ao Oscar 2011

“Lixo Extraordinário” retrata o trabalho do artista plástico com catadores de lixo

ViK Muniz  Foto: Divulgação

“Lixo Extraordinário”: documentário sobre o artista plástico Vik Muniz é o representante brasileiro no Oscar

O documentário “Lixo Extraordinário”, sobre o trabalho do artista plástico Vik Muniz com os catadores de lixo de Jardim Gramacho, foi indicado para concorrer ao Oscar de melhor documentário – tornando-se o único representante brasileiro na 83ª edição da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

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Dirigido por Lucy Walker, Karen Harley e João Jardim, o filme tem nome internacional de “Waste Land” e foi gravado ao longo de dois anos (agosto de 2007 a maio de 2009), período em que os cineastas acompanharam o trabalho de Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo, onde o artista fotografou um grupo de catadores de materiais recicláveis com o objetivo inicial de retratá-los. O trabalho com esses personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugeridos a reimaginar suas vidas fora daquele ambiente.

Os outros filmes indicados na categoria são “Exit through the Gift Shop”, do artista de rua Banksy, “Gasland”, “Trabalho Interno”, sobre a crise financeira de 2008 e 2009, e “Restrepo”.

Contexto e realidade digital regional cine-tenda

cine-tenda

Por Roque González

A distribuição e a exibição digital do cinema prometem revolucionar a indústria da sétima arte. Essas mudanças deveriam fomentar uma maior democratização e acesso, sobretudo para os países pequenos e de menor desenvolvimento. No entanto, parece que a tendência não será essa.

Na América Latina – como na maior parte do mundo – existe um processo de concentração e transnacionalização na distribuição e na exibição. Poucas empresas – geralmente as majors (os grandes estúdios de Hollywood) – gerenciam 60% a 80% do mercado, dependendo do país. Da mesma forma, também é muito comum que as grandes empresas distribuidoras possuam também os principais circuitos de projeção.

A cota de mercado dos filmes latino-americanos que estreiam em algum país do continente que não seja o seu país de origem acaba se tornando marginal. Os índices de arrecadação, ingressos vendidos e circulação regional de filmes atingem, geralmente, menos de 1%. Essa estimativa, entretanto, pode variar em caso de algum sucesso excepcional.

Assim, embora se produza uma quantidade importante de obras cinematográficas (como nos casos de Argentina e Brasil), elas não conseguem ser comercializadas e acessíveis ao público. Infelizmente, os esforços realizados pelos Estados a favor do cinema estão focados quase que exclusivamente para a produção, deixando a comercialização em um plano inferior.

Faça o download e confira o artigo (em espanhol) na íntegra.

FOTO: 13ª Mostra de Cinema de Tiradentes / Crédito: André Fossati , , , , , , , , , , , , América – Análises e Estudos, Recentes